quinta-feira, setembro 14, 2006


O fim da preguiça!


Isso aí. Depois de ameaçar voltar e depois deixar o assunto para lá pela enésima vez, resolvi voltar a ter um blog ativo (ui!) - só que nesses tempos de Orkut e do Ministério Público resolvendo censurar meia Internet (e de exercício do magistério para alunos conectados) achei melhor assumir uma nova pseudo-identidade internética. Pessoal da antiga, apresento
Umino!

http://uminosan.blogspot.com

segunda-feira, agosto 21, 2006


Voltando... acho


De repente, me deu vontade de escrever em blog de novo. Não vai ser mais neste aqui, até porque estou pensando em algo que não tenha mais nem sombra de diarinho. O que livrará o universo de mais um blog com postagens de testes... Se bem que vou me permitir um momento fotolog e colocar lindas fotinhas que mostram o estado atual do meu quarto.


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Preciso mesmo dizer como a minha vida estava nos últimos tempos?

segunda-feira, janeiro 02, 2006





Do Adão Iturrusgarai



Ando com preguiça de escrever aqui...
Faz o seguinte: quem quiser deslinkar, por favor, não se incomode em avisar. Não que eu avise quando mexo em lista de links, mas eu sei que muita gente adota uma postura cerimonial com esse tipo de coisa, de modo que acho que para evitar quaisquer aborrecimentos, não custa nada "liberar" os demais.
A bem da verdade, o
Live From Colchis veio para atender uma necessidade pontual que não se faz mais sentir no presente. Além do mais, eu não me sinto mais na Cólquida, ou pelo menos acho que vou abandoná-la muito em breve. E preciso agir para que isso ocorra.
Engraçado, nomes tem poder. E desde o começo as nomenclaturas aqui tinham significados simbólicos. Não que alguém tenha perguntado, mas Efreet, por exemplo, foi escolhido por causa dos gênios da mitologia árabe. Ou dogma de fé, se você perguntar para um muçulmano, visto que a existência dos gênios é afirmada pelo Corão. De qualquer forma, os efreets são os gênios mauzinhos, ou pelo menos rebeldes.
Quanto ao Live From Colchis, e também o colco do endereço, são referências à Cólquida, que ficava onde hoje em dia é a Geórgia, nas margens do Mar Negro. Terra natal de Medéia. Mito grego com o qual tive razões (não agradáveis) para identificação, mas isso não vem ao caso agora. Passou.
Além do mais, este mês de Janeiro pode ser um dos mais decisivos da minha vida, dependendo do que vai acontecer até o dia 15. Tenho responsabilidades fora da Internet.
É possível que eu volte a escrever online em breve. Neste caso, será em outro endereço, mas avisarei por aqui. De qualquer modo, não farei como o meu costume, de apagar totalmente o blog anterior. Que fique o registro. Provavelmente daqui a algum tempo vou achar graça de muita coisa que escrevi aqui a sério. No mais, palmito. Até.

sexta-feira, dezembro 23, 2005



Funk filosófico!


Disse e mantenho


"Tati Quebra-Barraco é o mais próximo que o Brasil vai chegar de Maria Callas"
Terça, no cinema, assistindo ao documentário Sou Feia Mas Tô Na Moda com um amigo.


Autocrítica


Notem que a maioria dos meus posts sobre questões políticas apresentam os seguintes ítens:

- Ataques contra Brasília.
- Queixas contra as políticas que favorecem São Paulo em detrimento do resto da federação. Mentira, em detrimento do Rio de Janeiro mesmo.
- Ofensas pessoais à Rosinha. Tudo bem que ela é mesmo uma vaca...
- Alguma "polêmica" com o
André Kenji.
- Ameaças histéricas veladas de separatismo fluminense do resto do Brasil.
- Idéias malucas tentando recuperar a capital federal para o Rio de Janeiro.

Se esqueci de alguma coisa, avisem. Estou precisando melhorar meu repertório. Se bem que, em comparação com os tempos em que eu ia bater cabeça na LIBERTEM A PALESTINA com sionistas que acham que têm direitos eternos sobre aquela porção miserável de terra seca (que consegue ser pior do que São Paulo, hehehe) já é alguma evolução...

+++++

Ah, e eu não comentei, mas a minha expectativa é que com a instalação da refinaria e das siderúrgicas em Itaguaí, o valor das casas da minha família em Muriqui dobre. Naturalmente, é por conta desse lado veranista-especulador imobiliário é que eu quero mais é que coloquem pedágio na Rio-Santos. Me processem!


A Refinaria, de novo, e assuntos afins


Lá vem o
André de novo com esse papo de que refinarias poluem. Sim, refinarias poluem. Siderúrgicas também, e vão instalar ao menos uma de grande porte em Itaguaí, talvez sejam até duas. Acontece que já faz um tempo que o Rio de Janeiro vem sendo tratado como uma coisa que o gato trouxe da rua e, se o que nos oferecem é uma refinaria, que seja. Pelo menos o ar circula aqui e mesmo que a poluição aumente um pouco garanto que o ar de Itaguaí vai continuar mais limpo que o da Grande São Paulo. Até porque, em tese, uma refinaria moderna tem como utilizar uma tecnologia menos poluidora do que as mais antigas.
Mesmo com essas eu não me incomodo tanto. Já disse e vou repetir: por mim desativavam Paulínia e traziam o maquinário para o Rio de Janeiro. Poderiam instalar entre São Gonçalo e Itaboraí, municípios grandes (e miseráveis) que se beneficiariam muito com o ICMS recolhido a mais.
Vejam bem, eu não me incomodaria tanto em querer refinarias no Rio de Janeiro se a legislação de impostos para petróleo e energia elétrica não fosse feita de modo a roubar dos outros Estados em benefício de São Paulo. Explica-se: no Brasil o ICMS de tudo o que não é insumo energético é cobrado na origem, o que beneficia São Paulo, o principal estado produtor. Exceto no caso do petróleo e da energia elétrica, insumos que São Paulo mais consome que produz e que, pitorescamente, são cobrados no destino. O Rio de Janeiro produz mais de 80% do petróleo brasileiro e não refina nem 20% disso. Façam as contas de quanto ICMS o Estado fluminense perde em cima do petróleo bruto.
Ah, e poluente por poluente, muito pior seria fazer aquele oleoduto nefasto, que atravessaria o Rio de Janeiro de uma ponta a outra, passando perto da maioria dos mananciais do Estado (e em cima do Guandu, misericórdia) para mandar o petróleo (que por graça da estrutura geológica faz com que o Rio de Janeiro esteja possibilitando que o Brasil seja auto-suficiente em hidrocarbonetos) para SÃO PAULO refinar e nos deixar com o ônus ambiental e ainda por cima rindo da nossa cara com o aumento do faturamento do ICMS, o que por sinal já acontece com a CSN, que fica em Volta Redonda e cuja sede (que paga o ICMS) sabem os demônios porque agora fica em São Paulo. Eu acho que seria justo fazer um poluoduto levando toda a sujeira de ar e água da siderúrgica para São Paulo capital, de preferência bem em cima da sede daqueles filhos da puta...
De qualquer forma, refinarias são boas no que se refere ao aumento da renda. Não basta a famigerada Paulínia ter uma prefeitura que gasta mais que emirado árabe, temos o exemplo de Duque de Caxias, aqui perto, que pode não ser exatamente o melhor lugar do mundo, mas tem o sexto PIB de município brasileiro, graças à Reduc. E paga o melhor salário de professor do Estado. Eu não vou querer outra Caxias na Baixada? Não sou besta.
Ah, imagino que o meu discurso pareça algo provinciano, e é de propósito. O mal do Rio de Janeiro foi ficar brincando de "pensar o Brasil" enquanto outros grupos de outros Estados ficavam imaginando formas de melhor colocar no nosso rabo. Foi assim que perdemos a capital - para se fazer a abominação da desolação prevista pelo profeta Daniel no meio do cerrado.
Aliás, ao que me consta, parece que os goianos adoram Brasília... Por mim, entrega-se aquela merda de porteira fechada para Goiás, se faz um novo Distrito Federal de uns 30 Km2, bem simples e com status de território encravado na Zona Oeste da cidade do Rio (que continuaria capital do Estado, claro) e estamos conversados.
Voltando às perdas do Rio, por causa dessa bobajada de "pensar o Brasil", perdemos o centro financeiro do país (por culpa do calhorda do Naji Nahas, que era paulista, e olha que eu ainda não aderi a uma teoria da conspiração), a sede da CSN (já mencionado) e ultimamente até o amor-próprio.
De modo que defendo os interesses do Estado sim, e no momento os interesses do Estado se resumem a garantir o máximo de investimentos possíveis por aqui. Eu adoraria dar uma canetada e transferir a Bovespa (rebatizada, lógico) para cá junto com a sede do governo federal, mas já que não posso, me contento em dizer que quero a refinaria, o Arco Rodoviário, as siderúrgicas, a reforma da BR-101 e demais estradas e o trem rápido de passageiros Rio-São Paulo (seja ele qual for) para ontem!
Aproveito para dizer que o que mais me irrita na Rosinha não é ela bancar a maluca de quando em quando, mas sim o fato da "maluquice" dela ser tacanha e moderada demais para o meu gosto. Eu já teria ameaçado uma secessão quando falaram em acabar com os royalties do petróleo para o Rio de Janeiro porque a plataforma continental pertence à União, o que chegaram a ventilar quando ela (muito corretamente, aliás) mandou aquele projeto de oleoduto para a puta que pariu e chegaram a sugerir a construção de um oleoduto submarinho - e depois querem me dizer que não existe nenhuma perseguição contra o Rio. Eu vou até mais longe e digo logo que o que parece é que parte substancial dos políticos de São Paulo parece estar disposta a atirar o restante no Brasil na miséria para que São Paulo possa se destacar mais um pouco.
Nessa lista eu incluo o Serra e o Alckmin, para começo de conversa, no que eu imagino que o André acrescentaria que eles também querem atirar São Paulo na miséria. Que seja.
Por mais que eu admita que o casal Garotinho fez um esforço hercúleo para marginalizar o Rio de Janeiro diante do Governo Federal, é preciso que se diga que antes deles nós tivemos governadores mais palatáveis, como a Benedita, que inclusive poderia ter ido para o segundo turno e virado a mesa caso FHC tivesse deixado as querelas com o PT de lado por quinze minutos, avaliado que a Bené teria sido um mal menor que a Garotinha e movido uma palha ou duas para beneficiar o Estado no governo da pobre coitada; o Marcello Alencar, e não acredito que estou escrevendo isso, mas o fato é que além de governador duas vezes ele era do mesmo partido do governo federal, o que não redundou em grandes melhorias de tratamento para o Rio; e por incrível que pareça, o Brizola, que tinha um monte de defeitos mas, justiça seja feita, afagou até o Collor para conseguir fazer a Linha Vermelha. E no entanto, desde aquela época já tratam o Rio de Janeiro como se fosse uma coisa que o gato trouxe da rua.

sábado, dezembro 17, 2005


Só para não perder o costume...


"Son queste le speranze" - Ária de Axur, Rè d'Ormus, cantada por Aspásia, no quarto ato. A ópera é de Antonio Salieri, que não era Satã.

Son queste le speranze
Che il misero mio sposo
Di pace, di riposo,
Di gioia aveva per me?
Dopo i sudor ch'ei sparse,
Dopo i sofferti affani,
Crudel! tu lo condanni
A lagrimar per te?
Morte, pietosa morte,
Dà fine al mio dolor;
In braccio all'empia sorte
Non mi lasciare amor.


A Refinaria de Itaguaí ou A Rosinha é mesmo uma vaca


Então, depois de tanto reclamar que o Governo Federal trata o Estado do Rio de Janeiro como uma coisa que o gato trouxe da rua, sou obrigado a admitir que o Rio de Janeiro ajuda a manter essa situação. Ou pelo menos aquela jumenta que eu tenho que chamar de governadora. Quer dizer que finalmente a Petrobrás se digna a fazer o óbvio ululante e resolve construir mais uma refinaria na vaca petrolífera do Brasil o que, mesmo não sendo a solução perfeita que seria a desativação de Paulínia e a instalação da respectiva maquinaria no Estado cuja perseverança em fazer parte deste país (ao contrário de certos Estados que a despeito de dependerem economicamente do restante do Brasil volta e meia ameaçam se separar por causa de qualquer bobagem) está salvando esta província terceiro-mundista do colapso energético, já é alguma coisa e, ao invés de dar pulos de alegria e felicidade (e aproveitar para reivindicar as obras do Arco Rodoviário e de reforma da BR-101), a vaca da Rosinha resolve implicar com o local escolhido.
Explique-se para quem pegou o bonde andando. O pobrema é o seguinte: a Petrobrás, por razões técnicas óbvias (e por justiça histórica, verdade seja dita) decidiu fazer a refinaria em Itaguaí, cidade na parte oeste da Baixada Fluminense ou no começo da Costa Verde, dependendo de a quem se pergunte, mas de qualquer forma na Região Metropolitana. Entre essas razões se enumeram condições de transporte mais favoráveis, tanto em termos rodoviários como ferroviários, como também pela proximidade com o Porto de Sepetiba (o melhor da América do Sul, dependendo de a quem se pergunte, e com capacidade ociosa); proximidade com os principais mercados consumidores do Brasil; mão-de-obra qualificada relativamente próxima; e também o fato de Itaguaí estar esperando por um pólo petroquímico há VINTE anos, desde aquele engodo do filho da puta do Moreira Franco nos odiosos anos 80.
Até aí, lindo. O problema é que a piranha da Rosinha (desculpem-me, prostitutas) decidiu fazer média com o curral eleitoral dela: Campos, aquela terra seca e lazarenta esquecida por Deus e lembrada pelo demônio, que só serve para fazer chuviscos - que aliás, são uma delícia. Então, por isso, ela quer de qualquer jeito que a refinaria seja construída no meio de porra nenhuma, num lugar longe da civilização (vale lembrar que a "grande" cidade de Campos tem uma população menor que SÃO JOÃO DE MERITI) e de qualquer estrutura rodoviária (não vou nem falar em ferrovias para não ficar deprimido). Porto? Pode esquecer, não tem. Aliás, o litoral norte do Rio de Janeiro não serve para fazer um porto decente. Da última vez que eu li, só o porto custaria mais de 150 milhões de reais. A alegação é "ah, mas o Norte do Estado precisa de uma compensação para quando o petróleo acabar" - e eu pergunto: mais do que aquelas prefeituras ganham em royalties até o cu fazer bico?
Consideremos Rio das Ostras, onde eu já trabalhei e é uma das que mais dinheiro leva. O que Rio das Ostras faz com a fortuna que ganha em royalties? Bem, eu trabalhava numa escola novinha em folha, toda nos trinques, mas que era uma merda para se trabalhar. O motivo? Bem, os idiotas construíram uma coisa caríssima em vidro e metal exposto, que requeria ar-condicionado central, isso numa terra em que quase não chove e onde não adianta contar com a brisa marinha para refrescar. Só que misteriosamente não houve verba para o sistema de refrigeração e, adivinhem? A escola é uma estufa, com salas sem um VENTILADOR sequer. A sala de informática (cheia de computadores para os monitores usarem o MSN) parecia mais uma sauna.
Claro que a educação em Rio das Ostras não era apenas minha escola. Além do salário de merda que pagam aos professores por uma carga horária absurda em turmas superlotadas (a escola tinha turmas de oitava série com mais de 50 alunos quando eu
trabalhava lá), a cidade também tinha o plano de abrigar curso de nível superior. Portanto, eles fizeram um convênio com a UFF e instalaram os cursos provisoriamente (uns três ou quatro anos, se bem me lembro) nas salas do terceiro andar da minha escola, o que fez que por todo esse tempo as turmas até a quinta ou sexta série fossem abrigadas em salas com paredes de compensado e sem janela instaladas dentro da quadra da escola. É, eu dei aulas em salas de papelão. Que tinham ventiladores que adoravam ameaçar pegar fogo. Bom, no fim do ano, a UFF foi para um lugar próprio, mas adivinhem só? No ano seguinte, o prefeito mudou e a prefeitura cancelou o convênio com a UFF, alegando que precisava investir no Ensino Básico. Não que ele tenha decidido instalar o ar, mas enfim... De qualquer modo, os universitários tomaram vocês-sabem-onde. Nem sei que fim essa história levou.
Ah, mas Rio das Ostras tem um plano para o futuro. Rio das Ostras quer viver de turismo. Por isso, gastaram os tubos com um calçadão de porcelanato (piso de beira de piscina da casa de gente rica) na xexelenta praia de Costazul, que por alguma razão que eu ignoro completamente eles acham que é o máximo, quando a praia tem uma areia de cor barrenta horrorosa, graças ao Rio São João. O barato que poderia ter de ser uma praia "rústica" foi pras picas com a porcaria do calçadão.


Biita, né? Olha que é foto do site da cidade!


Como se não bastasse, olha o que colocaram na praça que fica no fim do calçadão:


Calma, isso não é uma piroca gigante. É uma estátua de baleia em metal. Não dá para ver nessa foto, mas tem um mergulhador espetado em cima dela


E essa gente acha que dá para atrair turistas com essas coisas. O pior é que atrai. Turista pobre. São Gonçalo inteira vai para lá nas férias. Até o povo da Baixada já descobriu o caminho (e tomara que vão todos para lá para acabar com a farofada que acabou com a praia de Muriqui, que admito, nunca foi grande coisa). Não me olhem com essa cara de "ah, que elitista babaca" - estou sendo realista. Isso de querer "viver de turismo" já é uma idéia ruim o bastante para ser piorada com o agravante de ser turismo de pobre. Em geral, o turismo paga salários menores que outros setores da economia, como a indústria e mesmo boa parte do setor de serviços e, ao contrário do senso comum, provoca um impacto fudido nas comunidades em que se desenvolve, ainda mais em cidades de pequeno e médio porte. Investir em turismo de pousadinha ao invés de turismo de resort, numa cidade do tamanho e com o crescimento acelerado de Rio das Ostras, é estupidez. Aquilo vai acabar virando uma mistura de Nova Iguaçu com Muriqui no verão, e isso não foi um elogio.
Aliás, eu discordo da suposta "vocação" ostrense para o turismo. A cidade não compete com Búzios, Cabo Frio e Arraial do Cabo nesse quesito - quantos gringos endinheirados vocês acham que vão preferir a Baleia brega à Brigitte Bardot brega? O que eles poderiam tentar é investir pesado no setor de serviços (o que traria o turismo a reboque, mas não como "base" da economia local) e, ironicamente, Rio das Ostras é uma das poucas áreas do Norte do Estado que poderia reivindicar a refinaria. Afinal de contas, tem uma malha rodoviária razoável (precisando de obras, mas bem melhor do que Campos) e é colada no centro logístico da extração de petróleo, Macaé - onde seria plausível instalar um porto de maior porte - e além disso tem grandes espaços planos e vazios disponíveis. Claro que eles nunca vão pensar nisso, porque afinal a "vocação" de Ostras é o turismo e refinarias são feias e poluidoras.
De modo que, sinceramente, eu acho que se a Rosinha quer fazer alguma coisa pelo Norte do Estado, pode começar instalando um Instituto de Administração Pública naquelas terras, e obrigar os prefeitos da região a assistirem aulas, afinal isso aí é apenas o iceberg do desperdício e mau uso dos royalties. Inclusive, ela poderia aproveitar e se matricular também. Agora, uma coisa que me irrita nessa história é o tratamento que aquela vadia está dando à Baixada. Quer dizer que a segunda região industrial do Brasil é uma mendiga esfarrapada que só serve para ser tapeada com cheques-cidadão e restaurantes populares, e não precisa de refinarias? Bem feito para os idiotas que votaram na puta. Nestas plagas tá cheio deles.

+++++

Por falar nisso, eu estou adorando essa história de que vão colocar pedágio na Rio-Santos antes de Itacuruçá por conta da privatização da mesma em nome das obras de duplicação para o Arco Rodoviário - regime de concessão, crianças: a empresa duplica a estrada, se encarrega da manutenção, e passa a poder cobrar pedágio - o que possivelmente vai reduzir o número de farofeiros nas praias de Mangaratiba no verão. Antes que me chamem de elitista e outros bichos, quero dizer que não foram vocês que viram desde que se entendem por gente a degradação de seu lugar de veraneio por conta de um monte de "turistas" que não deixam um centavo (vá lá, deixam alguns centavos) na terra e estragam uma praia que, por sinal, não tem condições de receber o mundaréu de gente que desce para lá no verão. E não me oponho a que os pobres vão para a praia (inclusive podem ir pagando o pedágio, oras) mas acho que seria mais adequado que as camadas populares da cidade do Rio de Janeiro e da Baixada freqüentassem preferencialmente praias oceânicas como a Barra e Ipanema, onde as ondas marinhas podem com mais eficácia limpar a porcaria que nossa população (classes média e alta inclusas) faz na areia. Muriqui, Itacuruçá, Praia Grande e as demais de Mangaratiba são enseadas de baía que mereciam poder continuar bucólicas e amenas.

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Há meses eu não piso em Muriqui. Que saudade das montanhas verdes e enevoadas de Muriqui...



Vamos colocar assim: de uns tempos para cá, mal tive tempo para cuspir, que dirá postar em blog. Por mais que seja recomendável que eu vá dormir cedo porque amanhã vou ser padrinho de casamento e otras cositas más, vamos fazer um esforço e tentar escrever algo. Mas tenham a caridade de não se limitar a comentar o último post, porque ninguém merece escrever cinco ou seis posts inspirados e só comentarem o último com uma bobagem qualquer.

domingo, dezembro 11, 2005


Ressaca


Nem perguntem.
Confesso que fiquei indeciso entre postar alguma coisa e jogar Civilization III de novo, mas como a Teodora é muito azarada, vou tentar desenferrujar os dedos um pouco. Vamos a um informativo básico:
- Estou ficando rouco.
- Gastei os tubos ontem. Só de táxi foram 50 reais.
- Descobri faz algum tempo que mantive relações íntimas com uma futura figura do quadro de professores de uma certa instituição acadêmica. Abafa.
- Tô paxonando.
- Voltei ao vício do Civilization III.
- Parece que eu comi um guarda-chuva.
- Perdi meu óculos.
- Estou para fazer minha despedida da minha vida sexual diversificada. Espero que ALGUÉM esteja a falar sério.
- Acho que consegui colaborar no desmascarar de um babaca.
- Estou sendo perigosamente levado a posições como defender Hugo Chavez ou votar no Lula de novo. Não queria, mas em ambos os casos, todas as outras alternativas são piores.

sábado, dezembro 10, 2005





Aviso


Propostas sexuais só serão aceitas até o dia 30 do corrente mês.

Vocês leram, portanto...

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